quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cor dos olhos

A cor dos olhos é uma característica poligênica e é determinada pelo tipo e quantidade de pigmentos na íris do olho. Os humanos e os animais têm muitas variações fenotípicas na cor dos olhos. Nos olhos humanos, essas variações de cores são atribuída a diversos rácios de eumelanin produzido por melanócitos na íris. O colorido brilhante dos olhos de muitas espécies de aves estão em grande parte determinados por outros pigmentos, como pteridinaspurinas, e carotenóides.
Três elementos principais dentro da íris contribuir para a sua cor: a melanina do epitélio pigmentar da íris, a melanina dentro do estroma da íris e a densidade celular do estroma da íris. Nos olhos de todas as cores, o epitélio pigmentar da íris contém o pigmento preto, chamado de eumelanin. As variações de cor entre os diferentes tipos de íris são normalmente atribuídos à melanina que existe dentro do estroma da íris. A densidade de células dentro do estroma afeta quanto de luz é absorvida pelo pigmento subjacentes do epitélio. 

  
Olho azul.
Vários bebês com olhos claros têm olhos azuis, porém seus olhos escurecem conforme os anos (devido ao aumento da produção de melanina pelo corpo), ou mudam de cor.
Olhos azuis podem se tornar castanhos pela medicação a longo prazo de Latanoprost (também conhecido como Xalatan), que, como efeito colateral, causa o escurecimento da cor dos olhos.


Olho castanho

A grande maioria da população mundial têm olhos escuros, variando desde castanho claro até pretos. Olhos castanhos claros estão presentes em muitas pessoas, mas numa menor extensão. Olhos marrons muito claros são mais comuns em pessoas com a pele mais morena, como descendentes de árabes. Olhos castanhos também podem ser obtidos pela medicação à longo prazo de Latanoprost (também conhecido como Xalatan), que, como efeito colateral, causa o escurecimento da cor dos olhos. Olhos castanhos sempre foram considerados dominantes entre os genes, mas estudos recentes mostram que nem sempre isso é verdade.
Pessoas com olhos marrons muito escuros podem parecer ter olhos pretos em ausência de luz forte, ou até mesmo à exposição de luz. Porém não existem olhos com a íris absolutamente preta. Mas uma íris preta/castanho muito escuro não determina a raça ou etnia. Pode existir uma pessoa com a pele extremamente branca com olhos escuríssimos.                                                                                                                                   



Olhos cinzas são uma variação dos olhos azuis (sempre mais claros, possuindo menos melanina). Há uma grande variedade de sombras cinzas, do quase branco (cinza claro) ao escuro. Como também visto noutras cores, olhos cinzas também parecem mudar de cor dependendo das cores que o cercam. Visualmente, eles aparentam variar de cor entre os tons de azul, verde e cinza, dependendo da iluminação e das cores do ambiente.



Olhos verdes.
São a cor mais rara de olhos, apenas cerca de 1,2% da população mundial possui olhos verdes. E eles são tão comuns entre os Pashtuns que no Paquistão, Pashtuns são freqüentemente chamados "Hare Ankheian Vaale": o povo dos olhos verdes.
Os olhos verdes possuem menos melanina que os castanhos, mas mais que os azuis e cinzas.






Os olhos das pessoas com formas graves de albinismo pode aparecer vermelho sob certas condições de iluminação devido às quantidades extremamente baixas de melanina, permitindo que os vasos sanguíneos penetrem completamente na íris. Além disso, a fotografia com flash pode, às vezes causa um "efeito de olhos vermelhos", em que a luz brilhante do flash reflete na parte de trás do globo ocular, que é abundante vascular, fazendo com que a íris apareça vermelha na foto.


Olhos de cor violeta são extremamente raros, e são uma variação dos olhos azuis. Crê-se que são causados por tão pouca pigmentação nos olhos que os vasos sangüíneos vermelhos o permeiam, causando uma coloração violeta da íris. A atriz Elizabeth Taylor é um bom exemplo deste tipo de olhos.

Por que algumas pessoas e animais têm um olho de cada cor?





É uma falha genética. Uma doença chamada síndrome de Waardenburg, que provoca, entre outras coisas, distúrbios de pigmentação: íris com cores diferentes e albinismo (falta de pigmentação) parcial aquelas mechas brancas no cabelo. Além disso, quem sofre desse mal muitas vezes é parcialmente surdo. Na formação do feto, a cor da pele e da íris se desenvolve junto com o sistema nervoso, explica o geneticista Paulo Otto, da Universidade de São Paulo. Não se sabe, ainda, quais genes causam isso, mas a surdez e a deficiência de pigmentação certamente estão relacionadas, diz. A diferença de cor das íris nem sempre vem acompanhada de outros sintomas. Mas, se seu gato tem um olho de cada cor, verfique se o bichano não tem também dificuldade para ouvir. 

Por que as vezes nossos olhos tremem?

O espasmo das pálpebras é causado pela contração do músculo orbicular
(músculo responsável pelo fechamento das pálpebras).
A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço ou tensão. È como uma cãibra. O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais sangue na região dissipara o ácido lático, responsável pela irritação na terminação nervosa.

Por que piscamos?

Com certeza você também já deve ter percebido que quando ficamos algum tempo sem piscar nossos olhos ardem, pois bem isso acontece porque na região dos olhos existe uma glândula responsável pela produção das lágrimas, que se chama glândula lacrimal, o líquido produzido por ela serve para irrigar os olhos, ou seja, é um tipo de líquido que serve como lubrificante. O ato de piscar serve para espalhar a lágrima pela superfície dos olhos, que permite a limpeza natural da córnea. E o ato de piscar também funciona como um reflexo para eviatr a ação de agentes externos, como por exemplo, a poeira ou qualquer coisa que ameace entrar em nossos olhos, o mesmo já produz o movimento automático de piscar. Pensamos que esse é um movimento simples que os olhos produzem, mas para piscarmos usamos um conjunto de nervos conectados aos olhos, que através de estímulos, o visual e o sensitivo, acionam os músculos que as pálpebras fecharem e abrirem novamente. Por isso, é bastante prejudicial ficar muito tempo sem piscar, podendo causar uma série de problemas a área, um deles é a diplopia. Assim sendo, ao notar alguma alteração na região ocular deve-se procurar o quanto antes um oftalmologista, pois ele saberá receitar o melhor tratamento caso haja algum problema.

Pessoas que sofreram alguma doença ou acidente que lhes tirou a capacidade de piscar ficam sem conseguir lubrificar e limpar os olhos sozinhos. Este tipo de condição os torna susceptíveis à ulceras na córnea que podem levar à cegueira. É  pensando nestes casos que a Universidade da Califórnia e o Centro Médico Davis desenvolveram um implante com um músculo biônico.


Um tipo de silicone especial, capaz de se alongar e reatrair como um músculo, é colocado sob as pálpebras e ligado à uma bateria. Quando um sensor detecta que é necessário piscar (através dos impulsos elétricos que chegam aos músculos do paciente) a bateria emite um sinal elétrico que faz com que o silicone retraia, piscando os olhos do paciente.
Os cientistas esperam que a mesma técnica possa ser usada também em outros músculos da face e das mãos, para recuperar e tratar os movimentos do rosto que tiverem sido perdidos para doenças como derrames e Mal de Parkinson.

CEGUEIRA





A cegueira pode decorrer de lesão no próprio olho, nas vias ópticas ou nos centros nervosos superiores, com causas diversas, desde traumas oculares até doenças congênitas. Em termos gerais, a cegueira pode ser proveniente de quatro causas: doenças infecciosas (tracoma, sífilis); doenças sistêmicas (diabetes, arteriosclerose, nefrite, moléstias do sistema nervoso central, deficiências nutricionais graves); traumas oculares (pancadas, ação de ácidos); e causas congênitas e outras (catarata senil, glaucoma, miopia maligna). Em qualquer processo patológico, a visão das cores é a primeira sensação visual a ser comprometida e a última a ser recuperada.

A anulação funcional da retina acarreta a falta de recepção sensorial do estímulo luminoso; a interrupção das vias ópticas implica a falta de transmissão da recepção retiniana aos centros corticais; a destruição ou anulação do centro cortical da visão tem como conseqüência a falta de recepção cerebral; a anulação das conexões da esfera visual com os centros psíquicos, impede a identificação psíquica do ato visual.

Tratamento

Alguns tipos de cegueira, como a causada pela catarata, podem ser tratados por meio de cirurgia, com posterior uso de lentes. Em outros casos, o tratamento é feito por meio de aplicações de laser, principalmente quando a retina estiver lesada. A melhor forma de evitar a cegueira adquirida é observar hábitos de higiene, como a limpeza regular dos olhos e o cuidado no contato com animais, além de alimentação adequada.